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Eduardo de Ávila
Araxaense e belo-horizontino; Advogado e Jornalista; caçula e temporão; 60 anos vagando pela vida nas ruas do interior e da metrópole observando o comportamento de pessoas e da própria sombra. Debater e discutir – de maneira saudável e com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

 - Daniela Piroli
Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Em busca da urbanidade perdida nos tempos atuais

Nasci e cresci no interior, numa fase de nossas vidas que eu imagino que se aplica aos que tem acima de 40 anos e eu já passo dos sessenta. Primava-se pelo amor ao próximo; respeito e compreensão; ouvíamos aos pais, tios e avós; professores e aos mais velhos; enfim era muito mais lúdico e romântico que nos dias atuais.

O mundo globalizado colocou tudo mais perto e o consumo desenfreado domina sentimentos. Lembro-me de uma pessoa conhecida da família, que se casou e mudou para Portugal, eu – menino – sofria pela distância que ela tinha da mãe e do irmão. Mal a conhecia, mas sentia. Hoje, tenho sobrinhos que moram no exterior e venho até incentivando minha filha a tomar esse caminho. Afinal, basta apertar um botão no celular que falamos através do viva voz com direito a webcam.

Seria fantástico, não fossem os ônus dessa modernidade, que impõe a competitividade e uma pretensa busca de status pessoal. Tudo bobagem, e as recentes eleições deixaram isso tão evidente e exposto que a nostalgia pelos tempos de criança vem dominando o sentimento de quem passou uma vida toda morando na cidade grande.

Os espaços públicos, além de terem diminuído, agora sofrem com a concorrência de pessoas e veículos que nos carregam diariamente. O Poder Público, nas mãos de qual corrente ideológica fosse, nunca priorizou o bem estar da população, se envolvendo – via de regra – em nome da “governabilidade”, ocasionando sistematicamente em crises sem precedentes.

Com isso, sofremos todos. Uma das ações para atender às pessoas com dificuldade de mobilização, seja por deficiência física ou idade, foi a reserva de vagas para estacionamento nas vias públicas e estacionamentos de shopping, supermercados e similares.

Mas, lamentavelmente, a medida é desrespeitada pelas pessoas e até mesmo pelos próprios usuários. Na minha curiosidade e portador do cartão para vaga de idoso, me deparo – diariamente – com o uso irregular de terceiros nas vagas.

As fotos são de três situações da ultima semana.

Marcelo Alvarenga
Marcelo Alvarenga

O motorista do caminhão que conduzia material de construção para uma obra da Rua Martim de Carvalho, quase esquina com Rua Ouro Preto, não se fez de rogado e invadiu a área para idoso. Ao ouvir a reclamação, operários agrediram ao reclamante com palavras. Diria que a invasão foi em torno de dois metros.

Marcelo Alvarenga
Marcelo Alvarenga

Num supermercado da Rua do Ouro, logo após o cruzamento com a Rua Palmira, pela terceira vez consecutiva – sempre as sextas pela manhã – entre as seis vagas para idoso, cinco delas não tinha o cartão de estacionamento preferencial nos veículos. Já na de deficiente, uma delas ocupada por que desceu do carro não aparentando absolutamente nada que justificasse, tanto que no carro nenhum cartão foi afixado. E, apresentada a reclamação ao funcionário, nas três ocasiões a mesma resposta. “Estamos observando e providenciando uma fiscalização para o local”.

Marcelo Alvarenga

Por fim, na Rua Gonçalves Dias, exatamente ao lado do Diamond, um veículo permaneceu a tarde toda do último sábado, apesar de usando o cartão de deficiente, deixou parte do seu espaço inutilizável e invadiu a área destinada ao idoso.

Vida que segue!

 

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