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Eduardo de Ávila
Araxaense e belo-horizontino; Advogado e Jornalista; caçula e temporão; 60 anos vagando pela vida nas ruas do interior e da metrópole observando o comportamento de pessoas e da própria sombra. Debater e discutir – de maneira saudável e com leveza – situações que vivemos no nosso dia a dia.

 - Daniela Piroli
Psicóloga clínica, graduada também em terapia ocupacional, curiosa sobre a vida e o mundo humano.

Famílias querem de volta lazer e diversão nas praças de BH

Imagem: Estado de Minas

Em todas as comunidades, sejam pequenas cidades ou mesmo grandes metrópoles, os lugares mais aprazíveis sempre foram as praças. De uns tempos para cá, graças à falta de políticas públicas em segurança, elas cederam lugar aos malfeitores. Famílias que se reuniam em torno de um banco no jardim, em comunhão com outras, vêm se trancando dentro de casa pelo pavor dos pequenos roubos, assaltos e até latrocínios.

Como se não bastasse esse descaso com a população que paga impostos e espera retorno na segurança – além de saúde, educação, trabalho e tantas outras prioridades –, nossas praças e jardins estão desleixados. A negligência do Poder Público, no caso nosso municipal, fez com que três cartões postais de Belo Horizonte fossem relegados ao abandono e entregues à própria sorte. Ou melhor, à falta de sorte!

Além das praças da Liberdade, da Savassi e do Papa, inúmeras outas em todas as regionais da capital padecem do mesmo infortúnio. Cenas de sexo quase explícito (alguns casos, explícito mesmo), ação do tráfico, assaltantes e uma série de outras ameaças afastam o cidadão deste privilégio para um final de tarde e início de noite saudável.

As pessoas estão enclausuradas e condenadas a ficarem trancadas dentro de casa, acompanhando uma programação de televisão, perdendo qualidade de vida. Nas três praças que mencionei, tenho visto sistematicamente relegadas ao abandono. Sujeira, canteiros quase que com terra exposta, grama batendo na altura do joelho (no caso da Praça do Papa), entre outras aberrações.

Sinto muita saudade dos meus primeiros tempos em Belo Horizonte, quando esses locais eram os mais bucólicos e doces da capital dos mineiros. Na Praça da Liberdade, por exemplo, era comum o “footing” (paquera, coisa que hoje nem existe mais). Peguei o rescaldo dessa prática, que durou décadas e foi privilégio de irmão e primos mais velhos. Ainda assim, pude vivenciar uma parte deste momento.

Já na Praça da Savassi, essa, sim, pude experimentar e viver com toda a euforia da minha juventude. Conheci muita gente em torno daquela região e seus inúmeros bares. Garden, Aloha, Amoricana, Trincheira Savassinuca, Casa de Irene (embora um pouco mais distantes do coração da Savassi), e tantos outros que por ali marcaram uma geração. Atualmente, alguns ainda resistem naqueles quarteirões fechados, apesar deste desconforto reclamado.

Imagem: Estado de Minas

E a Praça do Papa? Denominada, na verdade, Praça Israel Pinheiro, ganhou este nome popular em função da visita do Papa João Paulo II, que celebrou uma missa campal naquele lugar em 1980, quando visitou Belo Horizonte. Bem ao pé da Serra do Curral, o local possui uma vista panorâmica da capital, que deixa enternecidos os olhares daqueles que visitam nossa cidade. De lugar para apreciar o visual, passou a sofrer dos mesmos problemas que reclamamos.

A atenção e mesmo a priorização do Poder Público, seja em segurança e também em limpeza dos locais, é fundamental para que voltem a ser aquilo que foram no passado. Ou seja, local para encontros de lazer e diversão. De adultos, jovens e crianças.

Não só as três que mencionei, tiradas da minha memória e da de moradores da região, como também de todas as regionais de Belo Horizonte. Mencionaria ainda a Praça da Assembleia, talvez entre as poucas que ainda cumprem a finalidade. Afinal, ao que sei, o Poder Legislativo contribui para sua manutenção e conservação.

Outras: Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia; Praça Professor Godoy Betônico, Cidade Jardim; Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza; Praça da Igrejinha, na Pampulha; Praça Marília de Dirceu, em Lourdes; Praça Raul Soares, entre o centro e Lourdes; Praça Guimarães Rosa, no Cidade Nova; Praça da Estação, região central, e tantas outras espalhadas por toda a cidade.

Em tempo: Na Praça da Liberdade, a exemplo da mencionada Assembleia, não seria o caso de Banco do Brasil, Vale e Gerdau – que assumiram aqueles prédios que o Governo de Minas descartou, em consórcio -, responsabilizarem-se pela segurança e limpeza do local? A população agradeceria e seriam reconhecidos por todos.

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3 comentários em “Famílias querem de volta lazer e diversão nas praças de BH

  1. Praças e canteiros abandonados. Mato e sujeira para todo lado. Onde estão os orgãos que sao pagos com o dinheiro publico para manterem a limpeza. Esta administração municipal nao se preocupa com a manutenção dos locais públicos. Lamentável e pior, poucos reclamam.

  2. Recentemente estive na Pça do Papa e constatei o descaso com o local, mato alto no gramado, piso danificado e irregular, sujeira e vandalismo.
    Resido próximo a Pça da Liberdade, desde 1998, e nestes 20 anos estou acompanhando sua decadência. Vejo que o passo inicial seria investimento na iluminação, em todo o seu entorno, uma vez que há quase penumbra em alguns pontos, favorecendo a marginalidade no local.

    As praças citadas estão abandonadas pelo poder público, mesmo sendo pontos turísticos da capital. Algumas praças ainda são bem conservadas, mas estas contam com o zelo e apoio dos moradores local. O que não tem dono, a bandidagem toma.

  3. Oi Eduardo e Amigos, bom dia!
    Tudo isso acontece também na minha cidade interiorana.
    O descaso das autoridades com o cidadão que paga seus impostos é impressionante.
    Mas, as eleições estão chegando, precisamos dar a resposta nas urnas.
    Abraços,

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