Setop reestruturará rede do Move e terminais metropolitanos

Publicado em Move Metropolitano, Transporte urbano
Beto Magalhães/EM/D.A Press
Beto Magalhães/EM/D.A Press

Após os problemas na operação dos terminais Morro Alto, do Move Metropolitano, em Vespasiano; Sarzedo e Ibirité, de linhas convencionais, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) prepara uma reformulação do sistema de ônibus da Grande Belo Horizonte. As ações, que incluem uma atualização da rede do sistema BRT, preveem uma otimização na operação e distribuição das linhas de coletivos metropolitanos, concluindo ainda as obras pendentes de terminais metropolitanos e do Move – Justinópolis, em Ribeirão das Neves, São Benedito, em Santa Luzia e as estações nas Av. Paraná, Santos Dumont e Rua Aarão Reis, no Hipercentro, funcionam de forma provisória.

Estudo desenvolvido pelo governo de Minas está desenhando uma nova rede para o Move Metropolitano em conversa com a população, conforme apurou o blog. O objetivo, após a conclusão dos corredores e faixas exclusivas para ônibus, é melhorar a qualidade do serviço, já criticado pelos usuários desde a implantação em abril de 2014.

A Setop planeja também concluir a implantação do Projeto Terminais Metropolitanos de Integração, lançado em janeiro de 2013 pelo então governador Antonio Anastasia. Dos 13 terminais inicialmente previstos (o de Betim foi retirado da lista), os terminais Jardim Colonial, em Ribeirão das Neves; Várzea das Flores, Ressaca e Tancredo Neves, os três últimos em Contagem, sequer saíram do papel. A expectativa é de que parte deles nem sejam construídos. No lugar, o atual governo planeja implantar ilhas de integração em novos locais destes e outros municípios da Região Metropolitana. De menor capacidade, o conceito permite flexibilidade e melhor aproveitamento operacional, uma vez que problemas como viagens negativas (percurso contrário ao destino final) afetaram a operação de terminais como Sarzedo e Ibirité. Todas as desapropriações vigentes também foram suspensas.

Fotos: Marcos Vieira EM/D.A Press
Marcos Vieira (2)_edit
“Palanque” improvisado na Rua Aarão Reis poderá ser enfim aposentado; usuários reclamam

Terminal Bernardo Monteiro Com investimento de R$ 10,4 milhões e prazo de conclusão agora previsto para o segundo semestre de 2016, as obras do Terminal Bernardo Monteiro, na avenida de mesmo nome na Região Hospitalar de BH, sofreram atrasos por obstáculos na perfuração do solo e desapropriações. Último boletim divulgado em 20 de janeiro afirma que as obras atingiram 20% de execução – entre o estaqueamento para sustentação e confecção de estruturas metálicas. O local terá capacidade para receber uma média de 40 ônibus/dia e 3,8 mil passageiros no horário de pico, de quatro linhas troncais originárias dos terminais Vilarinho, São Benedito, Justinópolis e Morro Alto e que utilizam a estrutura provisória, espécie de palanque, montada na Rua Aarão Reis, além da estações de transferência (ETs) da BHTrans no corredor central do Move.

A transferência de outra parte das linhas do Move Metropolitano para o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, atual rodoviária, depende da conclusão das obras do novo terminal intermunicipal e interestadual no bairro São Gabriel.

Obras de construção do Terminal Bernardo Monteiro, na Região Hospitalar, atingiram 20% de execução Foto: Cristina Horta/EM/D.A Press

7 comentários para “Setop reestruturará rede do Move e terminais metropolitanos

  1. Caro Bruno,

    Matéria boa!
    Gostaria que você falasse das condições que os usuários que utilizam a Estação Vilarinho, são submetidos principalmente, quando o Shoping Estação está fechado, a falta de banheiros e bebedouros.
    Após varias reclamações a SETOP, até hoje conseguiu licitar uma empresa para gerenciar esses lugares e ficam dependendo do favor das empresa de ônibus.

  2. Vamos combinar que esse “puxadinho” da Rua Aarão Reis, feito em sociedade “amável” entre Setop/Sintram, é sem dúvida, O MELHOR do transporte urbano de passageiros de Minas Gerais… Olha, que estrutura bem montada… Que organização, que infraestrutura! Admirável. Não sei a frase que cabe: Se “seria trágico, se não fosse cômico”, ou “seria cômico, se não fosse trágico”…

  3. Esse naoseMOVE é uma vergonha! Esse projeto foi copiado da copa da África, e quem esteve por lá sabe muito bem que isso não prestou nem lá onde se tem muito menos pessoas! Esse naoseMOVE travou o transito precário da cidade para se criar faixas exclusivas e circula com ônibus lotados, muitos apresentando defeitos nas portas, no ar condicionado etc! As estações viraram um camelódromo, na estação Pampulha chega bem próximo do aeroporto de salvador! Uma coisa abominável de se ver! Eu por exemplo que moro no planalto e trabalho no São Francisco, moro a 6.5km de distancia do meu trabalho, quando vou de ônibus gasto nada mais nada menos que 50min de casa até o serviço! 50min pra percorrer pelo trajeto do ônibus 8.7km, que antes desse naoseMOVE começar a circular gastava com o ônibus comum 12 a 15min no máximo!

  4. Será que conseguirão sanar essa bagunça em que se tornou o transporte publico em vários municípios da grande BH, afinal á hora de cobrar preços exorbitantes da passagem são de extrema rapidez, á hora do retorno, embarque e desembarque em completa desorganização sem contar a falta de educação de um povo sem cultura(digo para convivência social )como o nosso .

  5. O move é uma grande farsa, a população apenas não esta exposta ao tempo dentro das estações o que acontece é que este projeto foi rejeitado em Curitiba e veio para Belo Horizonte, se contabilizar o índice de acidentes que já tivemos, mortes por despreparo dos motoristas, preço muito alto das passagens, ministério publico atuando para verificar o grande roubo que esta acontecendo que a implantação do Move quem esta ganhando com isto ???

  6. Promessas, projetos, estudos… Até quando? Queremos prazos, ver obras, problemas resolvidos. Estamos fartos dessas conversas há mais de um ano. E, por fim, chega de responsabilizar o governo anterior, né? Quando assumiram essa administração, sabiam dos problemas existentes. Ou não?

  7. Betim foi deixado de lado. É muito preconceito dessa cidade que não tem metrô, hipermercado e rodoviária. Tenho orgulho de ter nascido nessa cidade e não arrependo. Betim é muito melhor do que as outras cidades.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*