Move será compartilhado entre os quatro consórcios da capital

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Embora concentrado nos corredores Cristiano Machado, Antônio Carlos/Pedro I/Vilarinho, área operacional dos consórcios BH Leste e Pampulha, respectivamente, o Move –  nome do transporte rápido por ônibus (BRT) -, também será operado pelos outros dois consórcios do transporte coletivo de Belo Horizonte: Dez e Pedro II.

A distribuição de linhas entre empresas é avalizada pelo Capítulo IV do Decreto 13.384, documento sancionado pelo ex-prefeito Fernando Pimentel em 12 de novembro de 2008 que regulamenta os serviços de transporte coletivo por ônibus e estabelece a gestão compartilhada, prática que segundo a BHTrans, visa principalmente a otimização operacional de frota (disponibilidade e deslocamento de ônibus), linhas e estruturas (garagens).

Um grupo formado por representantes dos quatro consórcios, dois da prefeitura e dois da BHTrans fica encarregado de discutir decisões técnicas relativas ao compartilhamento, por meio da Comissão Deliberativa sobre a Operação dos Serviços (CDOS). Entre as atribuições do conselho está a criação, extinção e fusão de linhas.

Em casos como o da linha 9250 (Caetano Furquim x Nova Cintra via Savassi), uma das mais problemáticas do sistema, até quatro diferentes empresas chegam a compartilhar a operação de determinado trajeto.

No Move isso significa que operadores com garagens localizadas em diferentes regiões da cidade também estarão aptos a participar do “bolo” da principal aposta de mobilidade urbana em Belo Horizonte para os próximos anos.

Líder do consórcio Dez, a Bettânia Ônibus, com sede na Rua Úrsula Paulino 1.603, no Betânia, por exemplo, terá uma frota inicial de dez ônibus articulados no Move, de acordo com dados obtidos pelo blog. Já as empresas Viação Fênix, instalada no bairro Novo Glória, e Viação Euclásio, do Dom Bosco, ambas do consórcio Dom Pedro II, terão dois articulados cada.

Padron de motor dianteiro

A operação contará ainda com um tipo de ônibus que a BHTrans chama de padron, mas foge do conceito original, criado no fim da década de 1970, para designar ônibus urbanos com maior conforto e motor traseiro. Em BH, os padrons serão nada menos do que coletivos de motor dianteiro – semelhante aos que circulam hoje no sistema -, com ar-condicionado, suspensão a ar, maior comprimento e visual diferenciado para o BRT.

Alguns destes ônibus também serão implementados em linhas diametrais (azuis) de maior demanda, também com ar-condicionado.

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