FetransRio’2016 traz poucas novidades e muitas incertezas

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Bruno Freitas/EM/D.A Press
Bruno Freitas/EM/D.A Press Modelo equipado com a frenagem autônoma de emergência (AEBS) da Mercedes-Benz

Rio de Janeiro* – A crise econômica e a ausência de políticas voltadas ao transporte atropelam em cheio o mercado de ônibus no Brasil e o reflexo disso está na 11ª edição da FetransRio, uma das duas maiores feiras do setor que termina nesta sexta (25) no Rio. Rodeada por espaços vazios em um dos pavilhões do Riocentro, traz pontuais novidades. A maioria equipamentos e serviços voltados à máxima eficiência operacional, numa forma de convencer as empresas de ônibus a voltar a investir no segmento. Mesmo diante da expectativa de um 2017 nebuloso, com incertezas quanto à regulação das linhas interestaduais, aumento de tarifas e transições de governo nos municípios.

Apenas quatro fabricantes participam: a chinesa BYD, que caminha por espaço para seus ônibus elétricos, a pioneira e líder em vendas Mercedes-Benz, Volvo e Volkswagen. Grandes encarroçadoras como Caio, Comil e Marcopolo exibem um ou dois ônibus. As duas últimas tem lançamentos: a nova geração do Double Decker (dois andares) Campione (Invictus) DD e o Marcopolo Paradiso G7 1800 DD na configuração 15 metros – tendência entre os rodoviários 6×2 para compensar os assentos suprimidos com gratuidades, isenções e a exigência do elevador a partir de 2017.

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Bruno Freitas/EM/D.A Press Comil Invictus DD

Para se ter uma ideia do quão o mercado de ônibus caminha retraído, em 2016 as vendas caíram mais de 60% em relação à 2013, ápice em volume até então. Foram emplacadas 9.169 unidades neste ano, ante 30.946 há três anos (menos de um terço) e 15.711 em 2015. A projeção da Mercedes-Benz é de que 2016 feche com aproximadamente 10.300 coletivos novos comercializados.

Numa tentativa de manter a direção, Mercedes-Benz e Volvo mantém investimento em produtos e apresentam evoluções de seus ônibus articulados voltados aos corredores e sistemas BRTs implantados para a Copa do Mundo’2014 e os Jogos Olímpicos’2016.

Bruno Freitas/EM/D.A Press BYD
Bruno Freitas/EM/D.A Press BYD
Bruno Freitas/EM/D.A Press Volksbus/MAN
Bruno Freitas/EM/D.A Press Volksbus/MAN

SEMI-AUTÔNOMO A Mercedes-Benz apresenta no Brasil a frenagem autônoma de emergência (AEBS), recurso já disponível em carros e caminhões que agora estreia entre os ônibus rodoviários. Funciona em distâncias até 200m, em três estágios: alertas visuais e sonoro; frenagem parcial e frenagem total antes de uma colisão inevitável. Oferecido junto ao aviso de saída de faixa de rolamento (UDWS) e o monitoramento de pressão e temperatura dos pneus, contudo, ainda custa caro. O pacote tecnológico representa de 7% a 8% o valor de um chassi novo.

Linhas urbana e rodoviária ganham novo painel com meta de consumo (EcoSupport) e econômetro, volante multifuncional e câmbio automático ZF Ecolife de seis velocidades – os dois últimos exclusividades do chassi rodoviário O 500.

Já em operação no BRT do Rio de Janeiro, o superarticulado O 500-MDA HD (Heavy Duty) é a grande atração. Aplicável às expansões do Move, incluindo o futuro corredor Expresso Amazonas, é uma evolução do MDA com capacidade ampliada para 223 passageiros (49 assentos e espaço para 175 em pé), aprimoramentos na articulação, captação de ar no sistema de admissão e com quarto eixo direcional. Desde o lançamento do superarticulado da Mercedes em 2013, foram vendidas 1.150 unidades.

Bruno Freitas/EM/D.A Press Superarticulado O 500-MDA HD (Heavy Duty)
Bruno Freitas/EM/D.A Press Superarticulado O 500-MDA HD (Heavy Duty)

NOVAS NOMENCLATURAS A Volvo apresenta novos BRTs articulado e biarticulado com mudanças de nomenclaturas em quatro configurações: Artic 150, com 18,6m de comprimento e capacidade para até 150 passageiros; Artic 180, com 21m e 180 passageiros; o novo Super Artic 210, com 22m, cinco portas e capacidade para até 210 passageiros; e o também novo Gran Artic 300, de 28m a 30m e capacidade para até 300 passageiros. Desenvolvido no Brasil, o coletivo de duas articulações transporta até 30 passageiros a mais que o modelo anterior e mantém três eixos, tornando-se o maior ônibus do mundo, segundo a montadora sueca.

Bruno Freitas/EM/D.A Press Articulado Volvo Super Artic 210
Bruno Freitas/EM/D.A Press Articulado Volvo Super Artic 210

LADEIRA ABAIXO
Acumulado nas vendas de ônibus novos no Brasil:

2013 – 30.946
2014 – 26.158
2015 – 15.711
2016 – 9.169
Previsão até dezembro – 10.300

Fonte: Mercedes-Benz

* Jornalista viajou a convite da Mercedes-Benz

3 comentários para “FetransRio’2016 traz poucas novidades e muitas incertezas

  1. No segmento de caminhões pesados, não se vê nenhuma novidade, os fabricantes optaram pelo chamado “cara chata” com poucos espaços para o motorista, agora se comparados aos cara “chatas europeus”, tomamos de goleada em acabamento, porque não optem fabricar super caminhões, como os americanos, que dão um banho em conforto visando o bem do motorista e prazer em dirigir, os “cabinas longas” e o preço dos caminhões?

  2. Em BH Biarticulado dificilmente teremos, pois não tem pistas retas e exclusivas pra eles, as avenidas são cheias de curva e estreitas, a BH TRANS E DER deveria exigir no máximo 03 tipos de carrocerias no MOVE, 1º Marcoplo, 2º Neobus e CAIO, agora Mascarelo e Comil, são umas carroças de carrocerias, sem nenhum conforto e desaine interno, o certo invés de BRT Amazonas seria METRÔ, mas aqui em BH nunca teremos, pois os empresários coletivos não deixa BH inovar em transporte de passageiros.

  3. A carroceria acima BYD tem desaine diferente em carroceria, uma opção diferente em transporte coletivo e BRT, as empresa coletivos de BH deveria fazer um teste com ela, a crise do desemprego no Brasil estar afetando não só as montadoras de ônibus, na realidade em geral tudo, se tem menos trabalhadores na ativa, menos ônibus teremos rodando, e com isso afeta em geral, tanto montadora, quanto fabricante motor a té os pequenos empresários, mas a corrupção no senado federal e na politica no Brasil, jamis vai deixar a economia crescer em geral.

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