Classificação de tipos de ônibus leva a situações curiosas na Grande BH

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Midi, segundo quem mais entende de ônibus, a Fabus (a associação nacional dos fabricantes), é o tipo de ônibus maior que o mini e o micro-ônibus e menor do que um urbano convencional, independente do peso bruto total (PBT) do chassi. Ou seja, levando-se em consideração o porte (principalmente o comprimento) da carroceria.

Para quem atua no setor e até mesmo os busólogos, como são popularmente conhecidos os apaixonados por transporte de passageiros, a definição para esse tipo de coletivo – presente em massa nas linhas metropolitanas da Grande BH -, é uma espécie de consenso coletivo. Sem trocadilhos.

Ônibus midi

Fotos: Caio Induscar/Divulgação

Visão diferente da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), que considera midi os ônibus com PBT inseridos na faixa de 10 a 15 toneladas, os ônibus médios (ou convencionais) aqueles com PBT entre 15 e 16 toneladas, e os padrons (ônibus pesados), reunidos de 16 a 26 toneladas.

A classificação, embasada na norma técnica ABNT NBR 15570/2011 e publicada pelo ato regulamentar de número 30, de 4 de junho de 2012, mostra-se na prática pouco usual, levando a situações curiosas no transporte metropolitano.

A maioria dos ônibus médios (convencionais) produzidos no Brasil, por exemplo, possuem chassis de 17 toneladas, entre eles o líder de vendas Mercedes-Benz OF-1721 – há ainda o Agrale MA 17.0, o Volksbus 17.230, o Volvo B-270 F e em breve o “mineiro” Iveco S170. Pela classificação, entretanto, estes coletivos são enquadrados como ônibus padrons.

Outra situação envolve a polêmica dispensa do trocador, tema que voltou aos noticiários com uma série de ataques à quatro coletivos da linha 4390, em Santa Luzia, em 4 de fevereiro. A dispensa do agente de bordo nas empresas da Grande BH tem sido acompanhada, muitas das vezes, pela renovação de frota com ônibus médios (ou convencionais) encarroçados com PBT de ônibus midi: 14 toneladas (chassi Mercedes-Benz OF-1418).

Alguns destes ônibus são equipados com três portas de embarque ou desembarque, o que se mostra desgastante tanto para o motorista, que deve receber e dar o troco a um maior número de passageiros; como para o usuário, que sofre uma maior demora no embarque – embora a Setop também autorize a dispensa do agente nesta categoria de coletivo.

Ônibus médio (convencional)

Em outra empresa ônibus considerados pesados pela Setop – por ter 17 toneladas de PBT (chassi Mercedes-Benz OF-1722) -, foram encurtados para um comprimento característico de midi ao serem remanejados do sistema BHBus para o metropolitano. A transformação consite na redução da carroceria e do chassi no balanço traseiro, retirando assentos e a porta de desembarque traseira (os coletivos também possuíam três portas originalmente). Há inclusive oficinas especializadas no trabalho, bastante comum no segmento de transporte escolar.

Neste caso específico não há prejuízo para motorista e usuário, uma vez que o salão de passageiros é reduzido. Mas a situação foge à regra.

Ônibus padron (Pesado)

Além do midi e do médio, a Setop também permite a operação apenas com o motorista nos ônibus do tipo mini (ou micro-ônibus, com PBT de 8 a 10 toneladas).

Veja a classificão dos tipos de ônibus, segundo a Setop:

Miniônibus

PBT de 8 a 10 toneladas Motor de 135 cv a 160 cv Comprimento máximo 9,6m

Midiônibus

PBT de 10 a 15 toneladas Motor de 160 a 190 cv Comprimento máximo 11,5m

Ônibus médio

PBT de 15 a 16 toneladas Motor de 170 cv a 220 cv Comprimento máximo 12,6m

Ônibus padron (pesado)

PBT de 16 a 26 toneladas Motor de 200 cv a 350 cv Comprimento máximo 14m

*Admite-se comprimento máximo de 15m condicionado ao terceiro eixo direcional

Ônibus articulado

PBT de 26 a 36 toneladas Motor de 300 cv Comprimento máximo 21m

Ônibus biarticulado

PBT de 36 toneladas Motor de 300 cv Comprimento máximo 30m

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