BRT/Move recebe ônibus 2017 para repor unidade incendiada em junho do ano passado

Publicado em Depredação, Integração metropolitana, Integração tarifária, Move, Move Metropolitano, Transporte urbano
Divulgação/Neobus
Divulgação/Neobus

Um ônibus do BRT/Move da linha 5250 (Estação Pampulha/Betânia) incendiado no bairro Betânia, na região Oeste de Belo Horizonte, em 23 de junho do ano passado, foi substituído na frota somente agora – exatos sete meses após o incidente. O coletivo teve perda total e foi reposto por outro ônibus zero quilômetro, nas mesmas especificações do anterior, que custou R$ 387 mil.

Desde o início da operação do sistema em 2014, cinco ônibus do BRT foram incendiados na RMBH, sendo três coletivos do tipo padron (um do Move Metropolitano) em ato criminoso, e dois articulados – estes últimos, por suposta falha do chicote do ar-condicionado na articulação existente na carroceria.

Dos cinco coletivos, até agora apenas dois haviam sido repostos: o padron metropolitano e um dos ônibus articulados.

Os atos de vandalismos mais comuns no transporte coletivo da capital mineira são a quebra de vidros, portas e alçapões.

Divulgação/Neobus
Divulgação/Neobus Novo coletivo do BRT/Move pertence à empresa Bettania e custou R$ 387 mil

BALANÇO Considerando toda a frota de ônibus de Belo Horizonte, desde que o atual contrato de concessão foi assinado com os consórcios em 2008, 46 coletivos foram incendiados, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH). Somente em 2017 já foram registrados três casos de incêndio, contra oito ao longo do ano passado.

O sindicato estima que cada veículo queimado ou depredado deixe de atender uma média de 500 passageiros por dia, além de um prejuízo de R$ 360 mil (valor de um ônibus convencional novo) e um coletivo a menos na linha por tempo não inferior a 150 dias.

8 comentários para “BRT/Move recebe ônibus 2017 para repor unidade incendiada em junho do ano passado

  1. Esse sistema MOVE-BRT é a maior farsa e ultraje contra a população! BRT foi uma solução dos anos 1980 usada em Curitiba, PR, época em que a capital paranaense tinha ares provincianos, com população reduzida.
    Ter usado recurso público para implantar BRT em Belo Horizonte, em pleno século 21, uma cidade com população superior a 4 milhões de pessoas, ao invés de investir no metrô, é a prova cabal que estamos sob a ditadura da máfia de criminosos das garagens!!!
    Em qualquer nação desenvolvida, e nas principais capital de ponta, espalhadas pelo mundo (Nova Iorque, Tóquio, Londres, etc), metrô é a solução! Já nesta cidade escravizada pelos consórcios de ônibus, a população é humilhada em cima desses chassis de caminhão, adaptados para ônibus, com estações de transbordo imundas, mau cheirosas, cheias de ambulantes de camelôs, passagem com preço surreal! Culpa de prefeitos e vereadores lacaios da máfia que oprime BH a mais de 60 anos! Fora BRT! Fora BHtrans! Fora PBH! Abaixo as Garagens do Inferno!
    BRT é o maior ultraje contra a população!
    O MOVE é uma grande farsa!!!

  2. Concordo plenamente… É uma máfia que atua há anos e com o consentimento dos prefeitos. Aliás, tudo onde entra política costuma ser palco de subornos, etc. Belo Horizonte não tem sequer 1 km novo de trilho de metrô nos últimos 20 anos. É uma verdadeira sacanagem, vergonha. Metrô só vai pra frente (anotem aí) quando privatizarem a CBTU e colocarem nas mãos dos empresários (esta máfia) dos transportes. Já começam a falar algo deste tipo… Anotem…

    Ah, são estes empresários que patrocinam as campanhas políticas…

    Está tudo errado neste país: O governo duplica as rodovias e depois dão para as 6 dúzias de empresários (donos deste nosso país) por meio de privatizações e ganham um dinheiro fácil com estes pedágios! Vergonha mesmo!

    1. Leonardo,
      O caso é tão sério, que até mesmo a imprensa tem medo, e usa mordaça das garagens de ônibus!
      Estou a mais de 1 ano lutando na PBH pelo fim do transporte suplementar em micro ônibus em regiões populosas como Barreiro e Venda Nova, pedindo a inserção de ônibus de tamanho convencional, e que algumas destas linhas que passam próximo as estações de metrô, adentrem nas estações.
      A BHtrans e a PBH, incluindo a ouvidoria destes, indeferiram meus pedidos.
      Pedi ajuda aos principais órgãos de imprensa de BHZ, e todos, com medo das retalhações e perda da receita de seus anunciantes, negaram fazer uma reportagem sobre o caos do transporte suplementar com micro ônibus em regiões densamente povoadas!
      Estamos a mercê das garagens, que nos escravizam e impõem o que querem, incluindo passagem à R$ 4,05!
      BHZ só mudaria se um prefeito “João Dória Júnior” fosse eleito aqui!
      Se JK visse o que fizeram com a capital mineira…

      1. Edson, não sei se sabe, mas o transporte Suplementar de BH possui licitação e contrato próprios, assunto abordado pelo blog em 2014. Difere do transporte coletivo convencional por ônibus e metrô desde a criação, regularizando os perueiros que rodavam clandestinos. É outro sistema, que como próprio nome diz, serve como suplemento ao transporte coletivo.

        1. Bruno, se o transporte é público, e tem como objetivo “servir a população”, como pode um modal “suplementar”, que NÃO atende a população, impondo-a a usar um serviço de péssima qualidade, inseguro e etc? Qual interesse deve estar como prioridade: deixar ex-perueiros ilegais massacrar a população com micro ônibus, ou evoluir o modal de forma a atender a necessidade da população?
          Esse é o problema da administração pública; o prefeito, e TODOS os vereadores, não são gestores! Não tem condições técnicas, intelectuais e morais de gerir uma cidade!
          Se a gestão pública fosse 100% com gestores profissionais, atestados em suas capacidades com certificação em gestão da qualidade total, as cidades seriam outras, e JAMAIS um serviço como o famigerado “suplementar”, existiria!
          Não podemos tolerar um serviço porco e de péssima qualidade, apenas “porque um dia uma licitação mau feita, abriu precedente para que carroças minúsculas, tivessem autorização para “tentar” transportar milhões?
          E deixo a pergunta: porque uma simples ação como “permitir que esse maldito suplementar desembarque os passageiros dentro da estação de Metrô, é negada pela BHtrans/PBH?”
          A resposta é simples: “ordens da máfia de criminosos das garagens e dos consórcios de ônibus em BHZ!”

          1. Falou tudo, e não é só BHTrans e PBH que compactuam com essa máfia, mas o Estado através da SETOP e DER e a União com a ANTT. Uma vergonha esse país…

  3. João Dória está implementando o sistema BRT em São Paulo, veja nos jornais de hoje, 28/01/2017. Lá ele se chamará Rapidão. Gostando ou não, BRT está se espalhando pelo Brasil, já que seu custo é mais de 10 vezes menos que o metrô,

    1. Diego,
      Conheço a proposta de Dória para o transporte público de São Paulo. Lá, o ônibus é “parte de um todo”, onde há uma rede bem ampla de metrô, trens urbanos (CPTM), além de Taxis, UBER e afins, diferente de Belo Horizonte, onde “ônibus é tudo”, onde todo investimento é apenas em “ônibus”.
      Vamos falar francamente! Enquanto São Paulo possui Monotrilho, Metrô com vários ramais e estações, onde as obras do metrô não param, o BRT será apenas um “complemento”, BHZ é uma cidade refém do modal de transporte “ônibus”!
      Eu pergunto: quantos anos fazem desde o último investimento em ampliação do metrô BH?
      Você já usou o metrô BH?
      Compare com os ônibus imundos e fedorentos do MOVE.
      Compare uma estação de metrô, com a baunçã das estações BHbus/MOVE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*