Andamos no micro elétrico que será testado pelo Transporte Suplementar de BH

Publicado em Ônibus elétrico, Suplementar, tecnologia, Transporte urbano
Bruno Freitas/EM/D.A Press
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Depois do ônibus elétrico nas linhas 9105 e 5503, Belo Horizonte irá testar um micro-ônibus movido pela tecnologia livre de emissões de poluentes. O pequeno coletivo com capacidade para 22 passageiros, também da marca chinesa BYD, chegou na capital nesta quarta-feira (13). Assim que se enquadrar nas especificações da BHTrans – recebendo itens como validador da bilhetagem eletrônica e identidade visual –, circulará em esquema de rodízio em oito linhas do Sistema de Transporte Suplementar da capital. O teste terá duração de dois meses. Na sequência irá para o transporte alternativo de Betim, na RMBH, onde ficará por mais um mês.

O FAIXA EXCLUSIVA teve a oportunidade de dar uma volta na Região Norte da capital. Nas ruas, o micro-ônibus de cor amarela e adesivos com a inscrição “100% elétrico” chamou a atenção da maioria das pessoas. Além do visual futurista, outra característica é o baixo ruído do funcionamento dos motores elétricos. Ouve-se basicamente o eixo traseiro se movimentando. Antes de vir à BH, o veículo estava sendo testado em Brasília e também chegou a ser utilizado no Tocantins.

Bruno Freitas/EM/D.A Press Interior é mais espaçoso e acessível do que num micro convencional
Bruno Freitas/EM/D.A Press Interior é mais espaçoso e acessível do que num micro convencional

O BYD é alimentado por um conjunto de baterias instaladas sob o assoalho responsáveis por direcionar a energia a dois motores elétricos conectados às rodas traseiras. A autonomia chega a 180km, com um tempo de recarga de 6h, por meio de um transformador que serve como posto de abastecimento de energia, em conjunto com a energia acumulada nas frenagens. O preço é de aproximadamente R$ 750 mil, três vezes mais do que um micro-ônibus movido a óleo diesel. A BYD, contudo, promete retorno do investimento em dez anos, dado o menor consumo – no caso, apenas energia elétrica. Cada veículo Suplementar da capital consome uma média de R$ 4 mil por mês de diesel.

Bruno Freitas/EM/D.A Press Motores elétricos conectados às rodas traseiras alimentam coletivo

Além de câmbio automático e piso baixo, cuja altura é regulável por meio de botões no painel, o micro elétrico da BYD vem equipado com ar-condicionado e melhor acessibilidade que os coletivos da capital, com apenas um degrau entre as portas e o salão de passageiros. Não há elevador de acesso. O espaço interno também é maior do que em um micro convencional.

Bruno Freitas/EM/D.A Press Visual futurista chama a atenção nas ruas
Bruno Freitas/EM/D.A Press Visual futurista chama a atenção nas ruas

MANUTENÇÃO O transformador depende apenas de adequação da Cemig para começar a abastecer o coletivo na garagem do Sindpautras, sindicato que representa os permissionários proprietários dos ônibus do Suplementar de BH, no bairro São João Batista, Região Norte de Belo Horizonte. O órgão, que testará o micro-ônibus em parceria com a BHTrans, espera medir a viabilidade econômica para uma possível aplicação futura. “Queremos saber qual é o gasto de energia elétrica para medir a economia em relação ao diesel e além disso verificar como é feita a manutenção desse tipo de veículo”, afirma o presidente do Sindpautras, Maurício dos Reis.

4 comentários para “Andamos no micro elétrico que será testado pelo Transporte Suplementar de BH

  1. Assim como o que rodou na Viação Torres esse micro tem tudo para fazer sucesso também pelas ruas de BH. Tem como conhecer o BYD micro antes de começar a rodar? Obrigado.

  2. Já que BH é focada somente em transporte de onibus, este seria o futuro de BH. Além de redução na emissão de gases, tem o que eu acredito que seja o mais importante, a poluição sonora, que os ônibus atuais produzem e que este é totalmente silencioso.
    Agora é saber se a mafia dos empresarios de onibus vai querer reduzir o ganho para investir nisto.

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