Por que a foto do curumim morto não viralizou?

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Por que a foto do curumim morto em Santa Catarina, no dia 30 de dezembro, não viralizou no Brasil? Porque desde 1500 matar pobre, negro, índio, prostituta, etc. é coisa normal, natural e absolutamente aceitável (e até louvável) para os bons cristãos, filhos da cultura européia da terra de santa cruz, santa catarina, são paulo…
“Como diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, os indígenas são especialistas em fim de mundo, já que o mundo deles acabou em 1500. Tiveram, porém, o desplante de sobreviver ao apocalipse promovido pelos deuses europeus. Ainda que centenas de milhares tenham sido exterminados, sobreviveram à extinção total. E porque sobreviveram continuam sendo mortos. Quando não se consegue matá-los, a estratégia é convertê-los em pobres nas periferias das cidades. Quando se tornam pobres urbanos, chamam-nos de “índios falsos”. Ou “paraguaios”, em mais um preconceito com o país vizinho. No passado, os índios são alegoria. “Olha, meu filho, como eram valentes os primeiros habitantes desta terra.” No presente, são “entraves ao desenvolvimento”. “Olha, meu filho, como são feios, sujos e preguiçosos esses índios fajutos.” Os índios precisam ser falsos porque suas terras são verdadeiras – e ricas.”
Leia o artigo de Eliane Brum, publicado em El País, clicando no link abaixo; 

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