O debate da/na TV Globo

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1. O sorteio feito pelo Bonner sem mexer com firmeza as plaquetas deixa mais uma suspeita sobre a lisura da emissora. Curiosamente, o primeiro tema “sorteado” foi sobre corrupção para a candidata que já estava anteriormente indicada, Dilma Rousseff.

2. O embate de ideias entre Fidelix e Luciana Genro mostra que as posições políticas devem ser explicitadas. E isso é democracia! É bom que o eleitor identifique as posições políticas. O pior dos mundos é a dissimulação das posições políticas.

3. O papel ridículo desempenhado por Pastor Everaldo, colocando-se como preposto de Aécio, mostra que partidos de aluguel deveriam ser extintos.

4. O dedo em riste levantado para Luciana Genro derrubou, de vez, a máscara de bom moço de Aécio Neves.

5. As posições firmes de Eduardo Jorge e Luciana Genro em relação à homofobia de Fidelix compensou, em certa medida, o silêncio conivente dos candidatos, no debate da Record.

6. A cantilena em torno do tema da corrupção, num jogral maniqueísta entre os que se julgam do bem versus os que são rotulados de maus, é pura cortina de fumaça enquanto se mantiver o esquema de financiamento privado de campanha e a necessidade de coalizões que se baseiam na troca de favores entre políticos e partidos.

7. O G3: Dilma começou muito nervosa. Mas, a certa altura, era a candidata que se aparentava mais tranquila. Foi firme na maioria das resposta e não fugiu do debate. Aécio tentou partir para o ataque, mas recebeu respostas duras de Dilma e Mariana e ainda teve que ouvir Luciana Genro dizer o que ele não gostaria. Em alguns momentos articulou melhor suas ideias. Por fim, Marina, rouca e cabelo tipo touca, parecia abatida.

8. O debate foi cansativo até para o apresentador que, em certa altura, quase perdeu o controle da situação. Esse esquema de réplicas e tréplicas de 30 ou 40 segundos não permite aprofundar nenhum tema. Só serve para estimular ataques entre candidatos.

9. Por fim: os debates não têm mudado os rumos das eleições…

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