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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

REMINISCÊNCIAS DO CANTO DO GALO – 3

Uma casa Atleticana, com certeza!

29 de dezembro de 2017  Eduardo de Ávila  blogueiros

Imagem: arquivo do “Pulero do Galo”

Conforme mencionei ontem, aproveitando nosso recesso e para segurar a ansiedade nas contratações que ainda nos faltam, quero dividir com os amiGalos um local Atleticano nesta cidade que tem o ar preto e branco. O “Pulero do Galo”, inaugurado há menos de dois meses, vem se transformando num dos mais concorridos pontos de encontro da Torcida aqui na Cidade do Galo.

A inauguração coincidiu com a data do meu aniversário (8 de novembro) e logo depois me submeti a tratamento de saúde. Tudo isso acabou me impedindo de ter conhecido este local. Incitado agora pela amiga Paula Rangel e por seu filho Tavinho, fui dar uma passadinha para conhecer o bar, localizado na Avenida Francisco Sá, número 76, no Prado. Ali, quase esquina com a Rua Platina.

Caríssimas e caros amiGalos, aquilo não é um bar. É um santuário! Entrei meio que sorrateiro, avistei os amigos à distância, mas os olhos não saíam daquelas paredes cuidadosamente organizadas para uma viagem do Atleticano. Bolas, chuteiras, instrumentos da charanga, até chegar às camisas e caricaturas (assinadas pelo grande artista André Fidusi), te deixam anestesiado numa primeira volta olímpica em torno daquilo tudo.

Como se não bastasse, quando vai ao banheiro uma viagem em quadros (também do Fidusi) que contam a história da nossa maior conquista: a Copa Libertadores de 2013. E os vídeos que animam o ambiente… Pude rever o jogo com o New Old Boys, pelas semifinais, além de dois quadros do “Torcedor Maluco”, tão bem conduzido pela competente Adriana Spinelli. Um deles comigo mesmo e o outro com o Fernando César, um dos proprietários daquele espaço.

Além dele, outros três irmãos – Paulo, Ricardo e Sérgio – são os empreendedores do “Pulero Bar e Restaurante”. O início deste acervo foi com o Fernando, que em 2005 adquiriu sua primeira peça – um Galo – para colocar em seu quarto no Nova Suissa. Daí, de tempos em tempos, foi ampliando essa coleção, composta de peças, camisas, quadros e outros objetos. Montou seu pequeno santuário na área de serviço do apartamento, que inicialmente era dividido com os irmãos e depois – com seu casamento – passou a ser seu e de sua família.

Imagem: arquivo do “Pulero do Galo”

A quantidade de objetos foi crescendo tanto que, em 31 de maio de 2013, se viu obrigado a alugar uma pequena loja em frente ao seu prédio e transferiu todo o acervo para contemplação pessoal e de seus amigos Atleticanos. Foi daí a origem do nome “Pulero”, que posteriormente batizou o nosso Santuário no Prado. Em conversa com o Fernando, enquanto me explicava sobre a inspiração para o investimento, ele sugeriu acessar no Youtube o episódio 45 da TV Galo. No quadro que mencionei acima, o Atleticano vai conhecer e entender a paixão dele – como a nossa – pelo Clube Atlético Mineiro.

No local cabem 180 Torcedores, assentados e bem acomodados, podendo passar de 200 Atleticanos numa possibilidade de algum evento a ser combinado com a direção do local. Ainda estão se estruturando para a finalidade, o que poderá ocorrer já a partir de janeiro. A meu juízo, é ponto de encontro e parada obrigatória para o Atleticano se deliciar com o bom atendimento do “Pulero” e apreciar o acervo riquíssimo do local.

Em matéria de bar temático, não creio que exista similar no Brasil e em Minas Gerais,  permitindo ao Atleticano viajar no tempo ao ver cada obra nas paredes. Jogadores, treinadores, equipes que marcaram época. Só para dar uma dica. No espaço denominado “paredões”, estão as caricaturas do Kafunga (1935/1954), João Leite (1976/1988 e 1991/1992), Taffarel (1995/1998), Renato (campeão de 71) e – claro – de São Victor do Horto (Libertadores/ 2013, Recopa/2014, Copa Brasil/2014). Que me lembre ainda, tivemos grandes outros goleiros, como Carlos e Veloso.

Quer saber mais, ver e relembrar de Vanderley, Cerezo, Reinaldo, Ronaldinho e tantos outros, ainda o time Atleticano que venceu a Seleção do Saldanha? Vai lá!

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