Risoto com surpresinha

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Fazia tempo que não via mel de figo nas prateleiras. É uma espécie de calda grossa e doce, com gosto da fruta fresca, que pode ser usada tanto em receitas doces quanto em salgadas. Conheci esse curioso ingrediente, feito com basicamente com figo fresco, água e açúcar (sem mel), no restaurante italiano Sapore d’Italia. Na época, o chef Gabriel Carvalho me pregou uma peça: usou numa de suas receitas e me serviu, certo de que eu não conseguiria advinhar. E não advinhei!

Pois reencontrei esta semana o mel de figo no supermercado Verdemar. Da marca Gigante, de Santa Rita de Caldas (Sul de Minas), é vendido por uns R$ 10 numa garrafa mais ou menos do tamanho da de uma meia garrafa de vinho. No próprio rótulo há algumas sugestões de harmonização, como sorvetes, doces e queijos. Eu fui de risoto!

Coloquei uma colher de sopa (rasa) do mel de figo no fundo de um prato. Parti para o risoto, que finalizei com queijo brie e, como convém, manteiga – nada de parmesão. Pouco antes, tostei levemente umas pecãs. Risoto no ponto, cobri com ele o mel de figo no fundo do prato, criando uma “poço de petróleo”, uma surpresinha a ser descoberta às primeiras garfadas. Coroei com as pecãs e, por cima de tudo, um fio tímido de azeite trufado.

A mistura de doce com sal é artifício recorrente na cozinha e, no caso dessa receita, o azeite trufado é que confere o “diferencial” (êta palavrinha indiscriminadamente usada…). Obviamente, dá para ser feliz em variações em torno do mesmo tema, como queijo minas com castanha de caju, gruyère com castanha do pará, queijo de cabra com amêndoas, gorgonzola com nozes etc.

Já o “poço de petróleo” pode ser geleia (damasco, frutas vermelhas, amora, jabuticaba), melado de romã, melaço de cana ou mesmo caramelo balsâmico. Siga seu instinto, monte a combinação e corra pro abraço.

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