Mais uma baixa em BH: Flores

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Nove anos de história chegam ao fim. A chef Samira Lyrio anunciou esta semana o encerramento das atividades do seu restaurante, o Flores, que funcionou numa pequena e simpática casa na Serra até sábado passado. Com o tempo, ela se especializou em servir exclusivamente um menu individual de três etapas (entrada, prato principal e sobremesa) por semana, cobrando preço fixo – terminou em R$ 72. Ela ainda não sabe o que fará, mas não pensa em largar a profissão.

Pedro Motta/EM

Vale lembrar que o isso acontece pouco depois da preocupante onda de fechamentos recente, atigindo casas importantes como Atlantico, Ficus e Oak, todas em Lourdes. Olhando um pouco mais para trás, verificamos outras baixas, incluindo Copa, Pletora, Matusalém, Casa de Música, Perfetta, Don Pasquale e Leblon.

“Acho que até demorei a fechar. Fiquei chateada, mas se até gente com aporte financeiro maior que o meu não deu conta, imagine o meu caso. O movimento zerou durante a semana e o que já era fraco deixou de existir. Mesmo assim, foram anos felizes, em que fiz o que gosto de fazer”, lamenta Samira.

Paralelamente, Mauro Bernardes, que era chef do Ficus, não descarta a possibilidade de reabrir seu lendário (e memorável) Aurora. “Ainda estou decidindo como será, mas lá na Pampulha, onde o Aurora funcionava, já está tudo montado. Também estou estudando propostas de sociedade e pode ser que eu reabra o restaurante em outro local. Acredito que, mesmo assim, essa é a hora. Vejo o momento atual como oportunidade”, diz ele. Já o imóvel do Ficus, será ocupado pelo Benvindo até o mês que vem.

Tomaz Gomide, que comandava o Atlantico, agora ficou com o L’Entrecôte e o Gomide e garante estar, acima de tudo, aliviado: “O movimento estava caindo, mas foi mais uma questão de falta de energia para focar. Não dá para brincar de ter quatro ou cinco restaurantes. É preciso pegar um, trabalhar direito e ter tempo para viver também”. Por esse motivo, continua ele, apostará suas fichas no Gomide, que completará uma década ano que vem e passará por reforma e reformulação de cardápio em breve. China, o chef, continua.

Ah, o Atlantico dará lugar a uma casa especializada em carnes. Mais um espetinho?

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