Churrasco iraniano na Serra

Publicado em Sem categoria

Pois é, churrasco iraniano na Serra. A história é a seguinte: Amir Nasiri, o cara da foto abaixo, morava na capital do Irã, Teerã, onde tinha um restaurante e uma empresa de engenharia elétrica, resolveu mudar de religião (de muçulmano, virou cristão), arrumou briga com o governo por conta disso, teve os bens bloqueados, fugiu do país, desembarcou na Bahia ano passado, não se adaptou lá e, há quatro meses, está morando em Belo Horizonte. Para arrecadar dinheiro para si próprio e para ajudar outros refugiados que estão na cidade (como os sírios), fará churrasco hoje, às 20h, no restaurante Tchê Parrilla (Rua Oriente, 246, Serra; 31 3889-7005).

Amir Nasiri/Divulgação

“Fizemos uma igreja em casa, convidamos outras pessoas para participar e tivemos problemas por isso. Além disso, fizemos um site para falar de liberdade que foi bloqueado”, conta Nasiri, que fala e compreende razoavelmente bem o português. Ele tem 32 anos e veio para cá com a mulher, Maryam, que trabalhava como desenhista e fotógrafa no Irã. A passagem pela Bahia, conta, não foi das melhores: “Ninguém nos ajudou por lá e ficar sem trabalho é muito difícil”.

Ainda não arranjaram trabalho, mas a vinda para BH parece ter mudado um pouco a sorte deles. “Quando chegamos a BH, parecia que estávamos em outro país. Para as pessoas aqui, a comida é importante e elas também conhecem comidas de outros lugares”, observa. A convite de Eduardo Maya, organizador da feirinha itinerante Aproxima, o casal participou de uma das edições preparando espetinhos à moda iraniana. “Fez sucesso. Não acreditamos”, lembra.

Para hoje, o foco será justamente o churrasco. Serão três versões: contrafilé marinado em iogurte com limu amani (limão desidratado típico do Irã), peito de frango marinado com iogurte, hortelã, açafrão e outras especiarias; e cafta de carne bovina. “Nossa cafta é diferente da árabe porque é feita em espeto de metal e não fica mal passada por dentro”, explica ele.

Entre os acompanhamentos, berinjela e tomate assados; tahchin (receita de arroz típica iraniana, com fundo tostado); salada de romã; e azeitonas ao molho de romã e nozes. Como não haverá tempo de o casal preparar uma sobremesa típica, serão servidos profiteroles com calda de chocolate e sorvete.

O jantar custa R$ 120 por pessoa, com comida à vontade e bebidas à parte. Relembrando: o evento é beneficente e o dinheiro arrecadado será doado a refugiados que estão morando em BH.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*